Muito magnésio e pouco oxigênio

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A imagem obtidas pelo Chandra, dos restos de uma estrela que explodiu, N49B (à esquerda), mostra uma nuvem de gás com vários milhões de graus, que tem se expandido para cerca de 10.000 anos. Uma versão especialmente processada da imagem (à direita) revela concentrações inesperadamente altas do elemento magnésio (azul-verde).

Magnésio, criado nas profundezas internas da estrela e ejetado na explosão de supernova, é geralmente associado com concentrações correspondentemente elevadas de oxigênio.

No entanto, os dados do Chandra indicam que a quantidade de oxigênio no N49B não é excepcional. Isso representa um enigma de como o excesso de magnésio foi criado, ou, alternativamente, de como a detecção do excesso de oxigênio escapou da análise.

A quantidade de magnésio em N49B é estimada ser aproximadamente igual à massa total do Sol. Sendo que o Sol contém apenas cerca de 0,1% de magnésio em massa, a massa total de magnésio da N49B, é de cerca de mil vezes a massa do Sol e seus planetas.

Magnésio, o oitavo material mais abundante na crosta da Terra, é um mineral necessário para cada célula do nosso corpo. Ela ajuda a manter a função normal do músculo e dos nervos, mantém regular o ritmo cardíaco e os ossos fortes. Ele também está envolvida no metabolismo energético e na síntese protéica. Felizmente para nós, e graças a estrelas como aquela que produziu N49B, existe uma oferta abundante de magnésio no Universo.

Mais informações em
http://chandra.harvard.edu/photo/2004/n49b/

Imagem original disponível em
http://www.nasaimages.org/

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle

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